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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Nova oposição? Preferiria uma nova situação...

O fator Marina Silva

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Coluna Econômica
No futuro, o debate dos presidenciáveis, ontem na UOL, será considerado o marco inicial do lançamento de Marina Silva como futura líder da nova oposição que emergirá após as eleições.
Até então, tinha-se a Marina símbolo, com sua vida extraordinária, a aproximação com Chico Mendes, o simbolismo de quem começou do nada, um personagem da floresta que venceu com denodo, sem perder a ternura.
Mesmo assim, tinha um discurso previsível que não conseguia ir muito além do preservacionismo na sua forma mais simples.
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Indicada candidata pelo Partido Verde, Marina conseguiu a adesão de um conjunto de grandes empresários modernos de São Paulo, ligados a questões ambientais e afastados da política tradicional. Montou-se um conselho político, com intelectuais liberais – no sentido clássico, não nesse simulacro de neoliberalismo oco.
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Foi surpreendente a capacidade de Marina de absorver as novas informações, juntar com seus valores históricos e definir princípios básicos de atuação política. E esse desabrochar político se deu justamente no debate da UOL, em que havia o governo (Dilma Rousseff), a velha oposição (José Serra) e a nova oposição (a própria Marina)
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Serra começou professoral, mas não resistiu à primeira provocação. Quando Dilma acusou o PSDB de fazer uma oposição destrutiva, soltou os cachorros apontando a oposição destrutiva feita pelo próprio PT, quando FHC era presidente.
Ambos tinham razão. Mas ao entrar no jogo do passado, Serra colou sua imagem na de FHC e Dilma na de Lula – tudo o que ela queria. No restante do debate, havia uma candidata do governo se apresentando como a continuação melhorada; e Serra gingando de um lado para outro, sem conseguir definir um discurso – ora agressivo, ora professoral.
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Foi aí que a estrela de Marina começou a brilhar. Primeiro, condenou as disputas personalistas, que jogavam para segundo plano os verdadeiros problemas nacionais.
Depois, defendeu com veemência a tese de que o papel da oposição deveria ser o de reconhecer avanços e propor melhorias.
Colocando-se fora da estridência de Serra, pode apresentar não propostas detalhadas – pois o debate não comporta – mas bandeiras muito claras e objetivas. Defendeu o crescimento com respeito ao meio ambiente, inclusão social. Em todos os momentos enfatizou a questão da qualidade de vida e da preservação ambiental.
Fez críticas duras ao nível de ensino tanto no Brasil quanto em São Paulo. Como não personalizou as críticas, limitando-se a criticar acerbamente os problemas, com uma retórica emocionada, sem revanchismo, olhando para frente, levantando bandeiras contemporâneas, adquiriu um dimensão política no palco que acabou engolindo a postura agressiva de Serra
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O que se viu no debate foi um político, Serra, olhando o passado; um segundo, Dilma, mostrando o presente; e um terceiro, Marina, acenando para o futuro.
Na redefinição partidária que inevitavelmente acontecerá, Marina credencia-se a um papel relevante de oposição moderna.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Notícia do CongressoEmFoco.com.br sobre entrevista de Marina a Lobão

09/03/2010 - 15h10
Marina: “Mangabeira fez grande mal na Amazônia”
Fábio Góis

Honrado. Foi assim, em tom de cabo eleitoral, que o músico e compositor Lobão encerrou a estreia do programa Lobotomia, que foi ao ar segunda, 8/3, na MTV, às 23h30. Em pleno ano eleitoral, a primeira convidada do programa “racional, cerebral, a exposição de meu cerebelo”, palavras do próprio apresentador, foi a pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva. Ex-ministra do Meio Ambiente (2003-2008), Marina foi categórica ao mencionar seu principal desafeto no governo Lula, o ex-ministro de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger – que tomou para si o Plano Amazônia Sustentável, estopim para a saída de Marina daquela pasta.

“Mangabeira ajudou a fazer um grande mal para a Amazônia”, sentenciou Marina, no terceiro e último bloco do programa de 30 minutos, quando o assunto foi, enfim, o meio ambiente – até então, questões políticas gerais nortearam a conversa.

Leia mais sobre o ex-ministro em reportagem exclusiva do Congresso em Foco: Propostas de Mangabeira beneficiam Daniel Dantas
Provocada por Lobão (“a senhora é considerada um anjo da guarda pelo Greenpeace”), Marina criticou o “fracasso” na convenção climática em Copenhague, em dezembro do ano passado, quando Lula, segundo a senadora, só levou projeto de redução de impacto ambiental “porque a sociedade pressionou”. “Os governos foram para lá como se fossem convidados, não como anfitriões, como atores daquilo tudo”, declarou, em referência à responsabilidade das nações desenvolvidas acerca da degradação ambiental.

Marina fez críticas aos gestores públicos brasileiros no que diz respeito às políticas proativas contra desastres ambientais. Para a senadora, falta “planejamento correto, sistemas de alerta”. “Todo ano morrem centenas de pessoas em enchentes, a gente assiste a tudo e fica esperando a próxima. Isso acontece porque as pessoas estão morando nas encostas e os governantes não fazem nada”, disparou a senadora, para quem a legislação ambiental é sistematicamente desrespeitada.

“Marquetice canastrona”

Carregando nos neologismos, Lobão iniciou o programa fazendo um contraponto entre o estilo de “coloquialidade” de Marina e a máquina governista marcada pela “marquetice canastrona”. O apresentador iniciava ali uma crítica à linguagem política majoritariamente usada hoje em dia – no que foi seguido por Marina, para quem a linguagem na política “é meio morta, repetida”.

“Não consegue criar nenhum laço efetivo com as pessoas”, disse a senadora, que deixou o PT em agosto de 2008 e, no mesmo mês, assinou sua ficha de filiação no PV.

Tanto Lobão quanto Marina disseram ainda não ter visto o filme Lula, o filho do Brasil (Fábio Barreto). Com a exibição de cenas do longa (“A fotografia é excelente...”, dizia Lobão, com certa ironia), a discussão sobre o viés eleitoreiro teve início. “É inevitável não fazer essa associação com a campanha [presidencial]”, afirmou a senadora, questionando a separação entre os mundos da arte e da política. “Há uma linha muito tênue que a gente tem de manipular com muito cuidado.”

Em seguida, Lobão iniciou o segundo bloco citando a “irreverência alienada” da população diante de escândalos políticos, com direito à exibição do vídeo em que a dança baiana batizada “Rebolation” vira uma sátira sobre a corrupção: o “Roubolation”, filmete registrado também por este site na semana passada.

Leia e veja o vídeo:
“Roubolation” prepara o país para as eleições de outubro

Com menção ao “escandalão” – alusão ao mais grave escândalo da história do GDF, o mensalão do Arruda –, o apresentador criticou a acomodação e o espírito excessivamente galhofeiro da sociedade brasileira diante de casos de corrupção, em que algumas pessoas “preferem descolar um abadá e sair por aí beijando”. “É uma forma de satirizar, a gente de fato ri”, contemporizou Marina, para em seguida criticar. “Mas é difícil a gente banalizar algumas coisas, porque acaba rindo da própria desgraça. Sinto que há um fastio das pessoas em relação à política, em função dos escândalos.”    

Cada um no seu quadrado
Marina fez criticas também às siglas de aluguel (partidos nanicos), e disse que sempre teve de lidar com o pouco tempo disponível na TV para apresentar suas propostas. “Isso de fato é muito ruim. O pequeno tempo na televisão sempre me persegue. Não precisa ser muito, mas preciso ter um tempo necessário.”

A senadora sorriu ao ouvir Lobão se referir à “simpatia postiça” de políticos “cafonas” e seus “jingles lá-lá-lá”. Percebendo a deixa, ela disse que seu novo partido busca justamente o caminho oposto. “Uma coisa que agente está buscando no PV é procurar uma linguagem nova. Os partidos se transformaram em máquinas de ganhar poder”, alfinetou Marina, lembrando a ausência de candidaturas “tipicamente de direita” no pleito presidencial de 2010.

Foi quando a entrevista foi entrecortada por outros vídeos hilários, a começar pelo que mostra os berros “conservadores” do eterno ex-candidato do extinto PRONA, Enéas Carneiro, morto em maio de 2007. Comentando as movimentações dos presidenciáveis Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Ciro Gomes (PSB), Lobão disse que os candidatos, a maioria com histórico de luta contra a ditadura, estavam “em casa”.

“Não,está cada um no seu quadrado“, emendou Marina, ao que é exibido o vídeo que se tornou fenômeno na internet, com três peculiares dançarinos executando uma coreografia impagável ao som de um funk ainda mais engraçado. Com um detalhe: com a devida montagem, a equipe da MTV pôs Dilma, Serra e Ciro como os protagonistas do show.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Bem-vind@s! Começo transmitindo um convite...

Prezad@ Amig@,

É com alegria que venho anunciar publicamente minha opção por participar do Movimento Marina Silva, uma rede suprapartidária que existe desde 2007 e aberta a todos que apoiam a vitória da Democracia com Sustentabilidade.

Quero pedir alguns minutos de sua atenção para conhecer esta proposta inovadora que tem o potencial concreto de mudar definitivamente os rumos da nossa história.

Está chegando o tempo de empreendermos um novo modelo social, econômico e político pautado pela visão da sustentabilidade.

Quem conhece um pouco a respeito de Marina Silva, sabe que é a única liderança política em nosso país que aponta a este novo paradigma, e portanto representa o que nós todos precisamos para o presente e para o futuro.

Ninguém mais tem condição de liderar o país rumo ao século XXI com sustentabilidade, democracia e ética na política com o nível de consciência necessário para tal empreendimento. Por isso Marina é a solução.

Marina costuma dizer que: "Não existe nada mais poderoso do que uma idéia cujo tempo chegou. E chegou o tempo da luta por um novo modelo, por uma visão de sustentabilidade."

Esta idéia já chegou e milhares de pessoas estão despertando para o óbvio, como que despertando de um sonho. Diante da chance concreta de contribuir com uma mudança real em nossa sociedade, as pessoas disponibilizarão de seu tempo e energia para eleger Marina. No final das contas, teremos mais força do que os minutos a mais de televisão e da enorme quantidade de dinheiro que os representantes da velha política terão a seu dispor. É um novo modo de fazer política que vai além do que os partidos conseguem alcançar.

Hoje contando com mais de 12 mil integrantes, o movimento cresce rapidamente, constituindo um grande mutirão pela Vitória Natural de Marina Silva, a Nova Cara do Brasil. Em breve, estaremos extrapolando o mundo virtual, e gostaria muito de estar contigo nesta onda.

Você quer participar?

Saiba como em nosso site:

http://www.movimentomarinasilva.org.br/