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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Congratulações à OAB, pelo Engº Amilcar Brunazo Fº (VotoSeguro.org)

Olá,

Tradicionalmente a OAB, assim como a ABI, assumem posições corajosas em defesa de ideais e princípios sociais.

Como membro do Comitê Multidisciplinar Independente (CMind) e moderador do Fórum do Voto Seguro venho manifestar minhas congratulações ao Conselho Federal da OAB e a sua Comissão de Informática pela recente decisão de não legitimar os programas de computador do sistema eleitoral desenvolvido pelo TSE.

Como poucos vão entender a importância e a coragem dessa nova postura da OAB, cabe aqui apresentar um breve histórico.

Em 2002 foi aprovada a Lei 10.408/02 que previa a adoção do Princípio da Independência do Software em Sistemas Eleitorais a partir de 2004. Este princípio determina que auditoria do resultado eleitoral possa ser feita de uma forma que não dependa de confiar no software instalado nas máquinas de votar.

Em 2003, a autoridade eleitoral absoluta brasileira, comumente chamada de justiça eleitoral, laborou para derrubar esta lei antes mesmo que vigorasse e conseguiu aprovar a Lei 10.740/03 que retornava à situação anterior, onde a auditoria do resultado eleitoral é substituída por um método totalmente dependente da confiabilidade do software.

E, para tentar estabelecer a confiabilidade do software eleitoral, esta lei de 2003 concedia aos partidos políticos, ao MP e à OAB a função de validar e assinar digitalmente os programas desenvolvidos pelo TSE.

Em 2004, foi a seguinte a atuação destas entidades:

1) o PT, PDT e OAB enviaram representantes para avaliar o software e chegaram a desenvolver programa próprio de assinatura digital.
2) o MP assumiu uma posição estritamente formal. Não fez nenhuma avaliação do software eleitoral mas decidiu assiná-los mesmo assim, usando um programa derivado do programa do PDT.

Esta experiência revelou enormes custos e dificuldades que na prática tornavam impossível a validação do software por essas entidades.

Assim, a partir de 2006, o PDT continuou enviando representante para analisar os programas mas deixou de assinar digitalmente porque não podia assegurar a confiabilidade do sistema analisado.

A OAB assumiu a mesma postura formal do MP em 2006 e 2008, isto é, não fazia nenhuma avaliação técnica do software eleitoral mas emprestava seu prestígio à autoridade eleitoral  ao participar da cerimônia oficial final de assinatura dos arquivos.

Em abril de 2010, o CMind entregou o seu relatório ao presidente da OAB, Dr. Ophir Calvacanti Jr., onde denunciava os riscos à sociedade nessa postura de legitimar o software eleitoral sem de fato, o ter avaliado.

O Dr. Ophir disse então que pediria parecer à comissão de direito eleitoral e informática da entidade e declarou:

Se o parecer disser que a Ordem não deve legitimar, não vamos legitimar [o atual modelo de votação eletrônica]”, ressaltou, antes de reconhecer que “hoje, a OAB faz de conta [que fiscaliza as eleições]”.
http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2010/04/15/Brasil/OAB_diz_que_sistema_de_votacao_el.shtml

E a promessa foi cumprida. A comissão de informática da OAB enviou o sr. Rodrigo Anjos, especialista em TI, como seu representante devidamente credenciado ao TSE. Ao constatar que o conjunto do software eleitoral era composto por dezenas de milhares de arquivos com mais de 16 milhões de linhas de código-fonte, foi confirmado que não havia condições práticas de validar o software do TSE e decidiu-se que a OAB não iria assinar cada programa para que não se passasse a imagem de legitimadora do processo.

Houve, no entanto, um mal-entendido no desenrolar. O TSE marcou inicialmente a cerimônia de assinatura e lacração dos sistemas para o dia 02 de setembro e seu presidente convidou o presidente da OAB para a cerimônia. Como a OAB não iria assinar os programas, foi enviado o Sr. Francisco Caputo Neto, presidente da OAB do Distrito Federal, para assistir a cerimônia.

Mas, naquele momento, o Sr. Caputo foi convidado a assinar "
o pacote dos programas" (e não cada programa individualmente) e assinou-os sem saber ou sem considerar que tal assinatura era meramente formal não capacitaria os representantes da OAB a poder verificar as assinaturas dos sistemas instalados.

Desde então, no saite do TSE consta com destaque a notícia de que a OAB, junto com o MP, teria dado legitimidade os programas.
http://agencia.tse.gov.br/sadAdmAgencia/noticiaSearch.do?acao=get&id=1327485

Mas havia erros no software assinado no dia 02 de setembro e nova cerimônia de compilação, assinatura e lacração teve que ser realizada nos dias 13 e 14 de setembro lá no TSE.
Obs.: os erros encontrados eram primários (buffer overflow) e confirmam a imaturidade do processo de desenvolvimento do software do TSE, que já fora denunciada no Relatório COPPE-UFRJ (de 2002) e no relatório CMind (de 2010), e mostra ainda que quem assinou no dia 02 (MP, PT e o Sr. Caputo Neto) não tinha feito uma avaliação eficiente.

Finalmente, nesta cerimônia do dia 14 de setembro, a OAB cumpriu a determinação de sua comissão de informática e não enviou nenhum representante para assinar e legitimar o software desenvolvido pelo TSE.

Consideramos bastante corajosa a decisão do pres. Ophir da OAB e merecedor de nosso elogio.

A assessoria de imprensa da autoridade eleitoral brasileira, que por seu absolutismo tem muita dificuldade em reconhecer suas mazelas, escondeu da imprensa a cerimônia do dia 14 para que não tivesse que admitir que havia erros nos programas detectados à undécima hora e, mais, que a OAB finalmente deixou de legitimar seu método de desenvolvimento de software.  Significativamente, em destaque no saite do TSE continua a noticia da lacração do dia 02 com presença de representante da OAB.

A lamentar, temos a posição do MP de continuar assinando os sistemas do TSE sem nunca ter feito nenhum esforço técnico de avaliação do sistema, permitindo que se passe para a sociedade que esta instituição legitima um sistema eletrônico que, na realidade, nunca avaliou.

E, como engenheiro que sou, lamento também que a minha associação de classe, o sistema CREA-CONFEA, não tenha ainda se capacitado para avaliar o sistema eleitoral eletrônico brasileiro e apresentar seu parecer à sociedade brasileira.

Mais uma vez:

   PARABENS à OAB por sua atitude responsável de não omissão perante a sociedade


Eng. Amilcar Brunazo Filho
membro do Comitê Multidisciplinar Independente - CMind

O TSE pode fazer mais.
Além da APURAÇÃO RÁPIDA DOS VOTOS, que já nos oferece,
deveria propiciar uma APURAÇÃO CONFERÍVEL PELA SOCIEDADE CIVIL

Conheça o
Relatório do CMind

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Outro teste comparativo, agora de candidatos ao Senado...

http://www.questaopublica.org.br/

Como funciona o Questão Pública

O programa Questão Pública: Valores do Legislativo, Responsabilidade do Cidadão quer comparar as opiniões dos eleitores às dos candidatos ao Senado Federal, com o intuito de lhes oferecer um painel de afinidade com os candidatos.
Essa comparação é feita a partir de um questionário único, aplicado a candidatos e eleitores, que toma por base afirmações polêmicas sobre temas que estão em debate na sociedade civil. São 35 afirmações das quais eleitores e candidatos podem concordar ou discordar, conforme as diferentes gradações que seguem:
a.)  Concorda totalmente
b.)  Concorda
c.)   Não concorda nem discorda
d.)  Discorda
e.)  Discorda totalmente
f.)   Sem interesse
Após a resposta às 35 questões o eleitor pode comparar suas escolhas às dos candidatos de seu estado, sendo assim uma maneira de conhecer melhor seus candidatos.

Quem participa

Participam do Questão Pública 2010 candidatos ao Senado interessados em divulgar suas ideias e eleitores à procura de maiores informações sobre os candidatos. Não está prevista para essas eleições a participação dos demais cargos em disputa.

Como participar

Eleitores
Para participar não é necessário que os eleitores façam cadastro no site. É possível acessar diretamente o questionário e começar a responder às perguntas.
Se, no entanto, ao término do processo o usuário quiser receber os resultados de sua participação por e-mail, ou convidar amigos a participarem, ele deverá fazer seu cadastro. Trata-se de um registro, simples e gratuito, apenas dos dados básicos do eleitor.

Candidatos
No caso dos candidatos ao Senado o processo é similar, com a exceção de que, antes de começar a responder ao questionário, ele já deverá ter feito login no site com os dados que lhe foram passados por e-mail.
Se você é candidato ao senado e não recebeu login e senha, clique aqui.

O Questionário
O questionário foi definido em workshop acontecido em julho de 2010, e que contou com a participação de cientistas políticos e empreendedores sociais de diferentes áreas e países.
Algumas premissas foram assumidas por esse grupo para a definição das afirmativas do questionário. Segundo elas, as afirmativas:
  • não podem dar origens a respostas dúbias, que não indiquem com o que o respondente está em acordo ou desacordo;
  • devem abarcar diferentes áreas da política pública nacional, tais como saúde, segurança, direitos humanos, etc;
  • devem gerar um número razoável de respostas diferentes, para que possamos apontar as diferenças entre os que respondem;
  • devem ser claras e compreensíveis pelo maior número de pessoas possível;
  • não devem ser tendenciosas, a fim de evitar respostas ‘viciadas’;
  • devem ser, sempre que possível, dissociadas de exemplos históricos, pois queremos fazer aparecer opiniões, e não pareceres;

Resultados
O eleitor poderá fazer comparações entre os resultados de diferentes candidatos ou comparar o seu resultado com o dos candidatos.
Essa comparação será feita com os candidatos de seu estado a partir dos critérios de afinidade e não-afinidade. Se optar por convidar amigos, o eleitor poderá ainda visualizar os seus resultados e os de seus amigos.
Os usuários não terão acesso às respostas dos eleitores comuns, com exceção das de seus convidados. Com isso, espera-se evitar que um candidato mal-intencionado responda às questões com base na opinião dos eleitores expressa nesta plataforma.

Entre em contato conosco para maiores informações sobre o programa Questão Pública – Valores do Legislativo, Responsabilidade do Cidadão.



Trama Comunicação
trama@tramaweb.com.br
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imprensa@questaopublica.org.br Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Responda, compare e veja que parlamentares melhor representaram suas ideias na Câmara...

Site ajuda eleitor a escolher deputado federal


O eleitor que ainda não decidiu em quem votar para deputado federal em outubro agora tem ajuda on-line para escolher um candidato, ao menos entre aqueles que tentam a reeleição.
O site Extrato Parlamentar oferece uma ferramenta que calcula a afinidade entre o internauta e os deputados.
O eleitor poderá saber quais políticos pensam de forma mais parecida com ele. O internauta diz se é favorável ou contrário a 12 projetos que tramitaram na Câmara, e o site compara as respostas com os votos de cada deputado.
Escrito por Tathiana Barbar às 11h18
http://presidente40.folha.blog.uol.com.br/arch2010-09-01_2010-09-15.html#2010_09-12_12_18_27-148380061-0

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Outra estória sobre sigilos quebrados, na Carta Capital...

Sinais trocados



Extinta empresa de Verônica
Serra expôs os dados bancários
de 60 milhões de brasileiros
obtidos em acordo questionável
com o governo FHC.

Por Leandro Fortes.
Foto: Janete Longo/ Divulgação
Em 30 de janeiro de 2001, o peemedebista Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga. Queria explicações sobre um caso escabroso. Naquele mesmo mês, por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros haviam ficado expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País. O site responsável pelo crime, filial brasileira de uma empresa argentina, se chamava Decidir.com e, curiosamente, tinha registro em Miami, nos Estados Unidos, em nome de seis sócios. Dois deles eram empresárias brasileiras: Verônica Allende Serra e Verônica Dantas Rodenburg.
Ironia do destino, a advogada Verônica Serra, 41 anos, é hoje a principal estrela da campanha política do pai, José Serra, justamente por ser vítima de uma ainda mal explicada quebra de sigilo fiscal cometida por funcionários da Receita Federal. A violação dos dados de Verônica tem sido extensamente explorada na campanha eleitoral. Serra acusou diretamente Dilma Rousseff de responsabilidade pelo crime, embora tenha abrandado o discurso nos últimos dias.
Naquele começo de 2001, ainda durante o segundo mandato do presidente FHC, Temer não haveria de receber uma reposta de Fraga. Esta, se enviada algum dia, nunca foi registrada no protocolo da presidência da Casa. O deputado deixou o cargo menos de um mês depois de enviar o ofício ao Banco Central e foi sucedido pelo tucano Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, hoje candidato ao Senado. Passados nove anos, o hoje candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff garante que nunca mais teve qualquer informação sobre o assunto, nem do Banco Central nem de autoridade federal alguma. Nem ele nem ninguém.
Graças à leniência do governo FHC e à então boa vontade da mídia, que não enxergou, como agora, nenhum indício de um grave atentado contra os direitos dos cidadãos, a história ficou reduzida a um escândalo de emissão de cheques sem fundos por parte de deputados federais.
Temer decidiu chamar o Banco Central às falas no mesmo dia em que uma matéria da Folha de São Paulo informava que, graças ao passe livre do Decidir.com, era possível a qualquer um acessar não só os dados bancários de todos os brasileiros com conta corrente ativa, mas também o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), a chamada “lista negra”do BC. Com base nessa facilidade, o jornal paulistano acessou os dados bancários de 692 autoridades brasileiras e se concentrou na existência de 18 deputados enrolados com cheques sem fundos, posteriormente constrangidos pela exposição pública de suas mazelas financeiras.
Entre esses parlamentares despontava o deputado Severino Cavalcanti, então do PPB (atual PP) de Pernambuco, que acabaria por se tornar presidente da Câmara dos Deputados, em 2005, com o apoio da oposição comandada pelo PSDB e pelo ex-PFL (atual DEM). Os congressistas expostos pela reportagem pertenciam a partidos diversos: um do PL, um do PPB, dois do PT, três do PFL, cinco do PSDB e seis do PMDB. Desses, apenas três permanecem com mandato na Câmara, Paulo Rocha (PT-PA), Gervásio Silva (DEM-SC) e Aníbal Gomes (PMDB-CE). Por conta da campanha eleitoral, CartaCapital conseguiu contato com apenas um deles, Paulo Rocha. Via assessoria de imprensa, ele informou apenas não se lembrar de ter entrado ou não com alguma ação judicial contra a Decidir.com por causa da quebra de sigilo bancário.
Na época do ocorrido, a reportagem da Folha ignorou a presença societária na Decidir.com tanto de Verônica Serra, filha do candidato tucano, como de Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity. Verônica D. e o irmão Dantas foram indiciados, em 2008, pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, por crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituição financeira e empréstimo vedado. Verônica também é investigada por participação no suborno a um delegado federal que resultou na condenação do irmão a dez anos de cadeia. E também por irregularidades cometidas pelo Opportunity Fund: nos anos 90, à revelia das leis brasileiras, o fundo operava dinheiro de nacionais no exterior por meio de uma facilidade criada pelo BC chamada Anexo IV e dirigida apenas a estrangeiros.
A forma como a empresa das duas Verônicas conseguiu acesso aos dados de milhões de correntistas brasileiros, feita a partir de um convênio com o Banco do Brasil, sob a presidência do tucano Paolo Zaghen, é fruto de uma negociação nebulosa. A Decidir.com não existe mais no Brasil desde março de 2002, quando foi tornada inativa em Miami, e a dupla tem se recusado, sistematicamente, a sequer admitir que fossem sócias, apesar das evidências documentais a respeito. À época, uma funcionária do site, Cíntia Yamamoto, disse ao jornal que a Decidir.com dedicava-se a orientar o comércio sobre a inadimplência de pessoas físicas e jurídicas, nos moldes da Serasa, empresa criada por bancos em 1968. Uma “falha”no sistema teria deixado os dados abertos ao público. Para acessá-los, bastava digitar o nome completo dos correntistas.
A informação dada por Yamamoto não era, porém, verdadeira. O site da Decidir.com, da forma como foi criado em Miami, tinha o seguinte aviso para potenciais clientes interessados em participar de negócios no Brasil: “encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”. Era, por assim dizer, um balcão facilitador montado nos Estados Unidos que tinha como sócias a filha do então ministro da Saúde, titular de uma pasta recheada de pesadas licitações, e a irmã de um banqueiro que havia participado ativamente das privatizações do governo FHC.
A ação do Decidir.com é crime de quebra de sigilo fiscal. O uso do CCF do Banco Central é disciplinado pela Resolução 1.682 do Conselho Monetário Nacional, de 31 de janeiro de 1990, que proíbe divulgação de dados a terceiros. A divulgação das informações também é caracterizada como quebra de sigilo bancário pela Lei n˚ 4.595, de 1964. O Banco Central deveria ter instaurado um processo administrativo para averiguar os termos do convênio feito entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, pois a empresa não era uma entidade de defesa do crédito, mas de promoção de concorrência. As duas também deveriam ter sido alvo de uma investigação da polícia federal, mas nada disso ocorreu. O ministro da Justiça de então era José Gregori, atual tesoureiro da campanha de Serra.
A inércia do Ministério da Justiça, no caso, pode ser explicada pelas circunstâncias políticas do período. A Polícia Federal era comandada por um tucano de carteirinha, o delgado Agílio Monteiro Filho, que chegou a se candidatar, sem sucesso, à Câmara dos Deputados em 2002, pelo PSDB. A vida de Serra e de outros integrantes do partido, entre os quais o presidente Fernando Henrique, estava razoavelmente bagunçada por conta de outra investigação, relativa ao caso do chamado Dossiê Cayman, uma papelada falsa, forjada por uma quadrilha de brasileiros em Miami, que insinuava a existência de uma conta tucana clandestina no Caribe para guardar dinheiro supostamente desviado das privatizações. Portanto, uma nova investigação a envolver Serra, ainda mais com a família de Dantas a reboque, seria politicamente um desastre para quem pretendia, no ano seguinte, se candidatar à Presidência. A morte súbita do caso, sem que nenhuma autoridade federal tivesse se animado a investigar a monumental quebra de sigilo bancário não chega a ser, por isso, um mistério insondável.
Além de Temer, apenas outro parlamentar, o ex-deputado bispo Wanderval, que pertencia ao PL de São Paulo, se interessou pelo assunto. Em fevereiro de 2001, ele encaminhou um requerimento de informações ao então ministro da Fazenda, Pedro Malan, no qual solicitava providências a respeito do vazamento de informações bancárias promovido pela Decidir.com. Fora da política desde 2006, o bispo não foi encontrado por CartaCapital para informar se houve resposta. Também procurada, a assessoria do Banco Central não deu qualquer informação oficial sobre as razões de o órgão não ter tomado medidas administrativas e judiciais quando soube da quebra de sigilo bancário.
Fundada em 5 de março de 2000, a Decidir.com foi registrada na Divisão de Corporações do estado da Flórida, com endereço em um prédio comercial da elegante Brickell Avenue, em Miami. Tratava-se da subsidiária americana de uma empresa de mesmo nome criada na Argentina, mas também com filiais no Chile (onde Verônica Serra nasceu, em 1969, quando o pai estava exilado), México, Venezuela e Brasil. A diretoria-executiva registrada em Miami era composta, além de Verônica Serra, por Verônica Dantas, do Oportunity, Brian Kim, do Citibank, e por mais três sócios da Decidir.com da Argentina, Guy Nevo, Esteban Nofal e Esteban Brenman. À época, o Citi era o grande fiador dos negócios de Dantas mundo afora. Segundo informação das autoridades dos Estados Unidos, a empresa fechou dois anos depois, em 5 de março de 2002. Manteve-se apenas em Buenos Aires, mas com um novo slogan: “com os nossos serviços você poderá concretizar negócios seguros, evitando riscos desnecessários”.
Quando se associou a Verônica D. Na Decidir.com, em 2000, Verônica S. era diretora para a América Latina da companhia de investimentos International Real Returns (IRR), de Nova York, que administrava uma carteira de negócios de 660 bilhões de dólares. Advogada formada pela Universidade de São Paulo, com pós-graduação em Harvard, nos EUA, Verônica S. Também se tornou conselheira de uma série de companhias dedicadas ao comércio digital na América Latina, entre elas a Patagon.com, Chinook.com, TokenZone.com, Gemelo.com, Edgix, BB2W, Latinarte.com, Movilogic e Endeavor Brasil. Entre 1997 e 1998, havia sido vice-presidente da Leucadia National Corporation, uma companhia de investimentos de 3 bilhões de dólares especializada nos mercados da América Latina, Ásia e Europa. Também foi funcionária do Goldman Sachs, em Nova York.
Verônica S. ainda era sócia do pai na ACP – Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda, fundada em 1993. A empresa funcionava em um escritório no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, cujo proprietário era o cunhado do candidato tucano, Gregório Marin Preciado, ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo de São Paulo, em 1993. Preciado obteve uma redução de dívida no Banco do Brasil de 448 milhões de reais para irrisórios 4,1 milhões de reais no governo FHC, quando Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-arrecadador de campanha de Serra, era diretor da área internacional do BB e articulava as privatizações.
Por coincidência, as relações de Verônica S. com a Decidir.com e a ACP fazem parte do livro Os Porões da Privataria, a ser lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Em 2011.
De acordo com o texto de Ribeiro Jr., a Decidir.com foi basicamente financiada, no Brasil, pelo Banco Opportunity com um capital de 5 milhões de dólares. Em seguida, transferiu-se, com o nome de Decidir International Limited, para o escritório do Ctco Building, em Road Town, Ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas, famoso paraíso fiscal no Caribe. De lá, afirma o jornalista, a Decidir.com internalizou 10 milhões de reais em ações da empresa no Brasil, que funcionava no escritório da própria Verônica S. A essas empresas deslocadas para vários lugares, mas sempre com o mesmo nome, o repórter apelida, no livro, de “empresas-camaleão”.
Oficialmente, Verônica S. e Verônica D. abandonaram a Decidir.com em março de 2001 por conta do chamado “estouro da bolha” da internet – iniciado um ano antes, em 2000, quando elas se associaram em Miami. A saída de ambas da sociedade coincide, porém, com a operação abafa que se seguiu à notícia sobre a quebra de sigilo bancário dos brasileiros pela companhia. Em julho de 2008, logo depois da Operação Satiagraha, a filha de Serra chegou a divulgar uma nota oficial para tentar descolar o seu nome da irmã de Dantas. “Não conheço Verônica Dantas, nem pessoalmente, nem de vista, nem por telefone, nem por e-mail”, anunciou.
Segundo ela, a irmã do banqueiro nunca participou de nenhuma reunião de conselho da Decidir.com. Os encontros mensais ocorriam, em geral, em Buenos Aires. Verônica Serra garantiu que a xará foi apenas “indicada”pelo Consórcio Citibank Venture Capital (CVC)/Opportunity como representante no conselho de administração da empresa fundada em Miami. Ela também negou ter sido sócia da Decidir.com, mas apenas “representante”da IRR na empresa. Mas os documentos oficiais a desmentem.

Leandro Fortes

Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor, autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo e Fragmentos da Grande Guerra, entre outros. Mantém um blog chamado Brasília eu Vi. http://brasiliaeuvi.wordpress.com

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O maior castigo pros que "odeiam política" é serem governados pelos que dela gostam...

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2908201028.htm

GILBERTO DIMENSTEIN

Tiririca e os idiotas



A palavra "idiota" vem do grego "idiótes" e era usada para designar quem não participava da vida política


NESTE SEGUNDO semestre, começa a temporada de uma das mais árduas batalhas por um emprego, superando de longe a relação candidato/vaga do mais disputado vestibular ou de qualquer concurso público. Em alguns casos, são 2.800 candidatos por vaga, que se submetem a uma maratona de provas e entrevistas. Se não for fluente em inglês, é melhor nem tentar: esse é um dos requisitos mínimos para ser admitido como trainee nas melhores empresas brasileiras.
Uma das principais especialistas em recrutamento de jovens no mercado de trabalho, a psicóloga Sofia Esteves informa que tão importante quanto ter um diploma de uma boa escola é demonstrar sólida capacidade de argumentação, criatividade, análise crítica e conhecimentos gerais. Precisa ter claro um projeto de futuro (o que implica autoconhecimento). Durante toda a bateria de testes, vai precisar mostrar que quer muito ser escolhido e que está disposto a se submeter a metas rígidas.
Essa crescente cultura meritocrática nas empresas ajuda a explicar a aversão dos jovens à vida política, que, neste ano, ganhou como ícone o comediante Tiririca, autor do slogan mais polêmico destas eleições ("Pior do que está não fica").
Um dos problemas do país (que se acentua cada vez mais) é a crescente rejeição de jovens talentosos a entrar na vida pública ou mesmo a acompanhá-la.
Isso é o que se pode chamar de idiotice -pelo menos no sentido que os antigos gregos emprestavam ao termo.
 


Num livro lançado neste mês, os filósofos Mário Sérgio Cortella e Renato Janine Ribeiro contam que a palavra "idiota" vem do grego "idiótes", expressão usada para designar quem não participava da vida política, considerada uma atividade suprema e nobre.
A "idiotice", nesse sentido grego, virou uma atitude disseminada em boa parte da elite brasileira, especialmente entre os jovens, mas não sem motivo: afinal, são tantas as notícias de corrupção e fisiologia, um pragmatismo que beira a imoralidade. E, aí, não se diferenciam os partidos: Lula está no mesmo palanque de Collor, Serra está no mesmo palanque de Orestes Quércia.
Bandalheiras, desvios e desperdícios provocam tão pouco escândalo porque as pessoas não prestam atenção ao noticiário e, se prestam, acham que política é isso mesmo.
Tudo acaba se misturando e justificando as imagens de Tiririca, Ronaldo Esper, Agnaldo Timóteo, Marcelinho Carioca, Maguila.
 


É um ambiente muito distinto do das empresas que tentam fisgar a atenção dos melhores trabalhadores. Elas têm de se apresentar éticas, transparentes, socialmente responsáveis, como lugares onde se possa aprender e se desenvolver. Essa é a receita para atrair e manter os talentos que, segundo as pesquisas, priorizam não o salário, mas o aprendizado e a qualidade de vida.
É por isso que são empresas mais inovadoras e, por serem mais inovadoras, conseguem melhores e mais sustentáveis lucros.
Quando é talentoso e empreendedor, o jovem prefere abrir sua própria empresa e correr mais riscos.
 


Os chefes de recursos humanos são cada vez mais criativos. Já há empresas que oferecem, durante o período de trabalho, sessões de ioga ou massagem, além de academias de ginástica e locais para tirar uma soneca depois do almoço. Os horários também vão ficando flexíveis.
Essas empresas bancam a faculdade e cursos de especialização ou quaisquer cursos, mesmo que nada tenham a ver com o trabalho. Muitos chefes acreditam que a simples vontade de aprender -de culinária a alpinismo- é algo bom para a produtividade do empregado.
Um dos atrativos da IBM (a campeã de registro de patentes) é postar na sua intranet todas as oportunidades de emprego que seus profissionais podem postular na empresa em qualquer lugar do planeta. Uma das agências mais premiadas no Brasil, a DM9DDB oferece dois dias livres por mês para seus funcionários exercerem alguma atividade comunitária, desde que, depois, a experiência seja compartilhada com os colegas.
 


Daí se pode medir como um jovem se sente quando um Tiririca admite orgulhosamente que desconhece o papel de um deputado e que, apesar disso, com ele no Congresso, pior não fica. É como se todos fôssemos idiotas -e não no sentido grego.
 


PS - No www.dimenstein.com.br, coloquei trechos do livro "Política Para Não Ser Idiota", de Mário Sérgio Cortella e Renato Janine Ribeiro.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

E os resultados? http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/RelatorioCMind.htm

"O TSE pode fazer mais.
Além da APURAÇÃO RÁPIDA DOS VOTOS, que já nos oferece,
deveria propiciar uma APURAÇÃO CONFERÍVEL PELA SOCIEDADE CIVIL".
- Comitê Multidisciplinar Independente, 2010

Conheça o     Relatório do Comitê Multidisciplinar Independente

Em março de 2010, o Comitê Multidisciplinar Independente (CMind), um grupo de 10 pessoas com experiência no acompanhamento e fiscalização no sistema eleitoral brasileiro, apresentou um relatório denunciando a total falta de controle da sociedade brasileira sobre o resultado da apuração eletrônica de votos desde 1996.

http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/RelatorioCMind.pdf
Sumário Executivo - resumo em 2 páginas 
http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/RelatorioCMind-sumario.pdf

Nova oposição? Preferiria uma nova situação...

O fator Marina Silva

"  
Coluna Econômica
No futuro, o debate dos presidenciáveis, ontem na UOL, será considerado o marco inicial do lançamento de Marina Silva como futura líder da nova oposição que emergirá após as eleições.
Até então, tinha-se a Marina símbolo, com sua vida extraordinária, a aproximação com Chico Mendes, o simbolismo de quem começou do nada, um personagem da floresta que venceu com denodo, sem perder a ternura.
Mesmo assim, tinha um discurso previsível que não conseguia ir muito além do preservacionismo na sua forma mais simples.
***
Indicada candidata pelo Partido Verde, Marina conseguiu a adesão de um conjunto de grandes empresários modernos de São Paulo, ligados a questões ambientais e afastados da política tradicional. Montou-se um conselho político, com intelectuais liberais – no sentido clássico, não nesse simulacro de neoliberalismo oco.
***
Foi surpreendente a capacidade de Marina de absorver as novas informações, juntar com seus valores históricos e definir princípios básicos de atuação política. E esse desabrochar político se deu justamente no debate da UOL, em que havia o governo (Dilma Rousseff), a velha oposição (José Serra) e a nova oposição (a própria Marina)
***
Serra começou professoral, mas não resistiu à primeira provocação. Quando Dilma acusou o PSDB de fazer uma oposição destrutiva, soltou os cachorros apontando a oposição destrutiva feita pelo próprio PT, quando FHC era presidente.
Ambos tinham razão. Mas ao entrar no jogo do passado, Serra colou sua imagem na de FHC e Dilma na de Lula – tudo o que ela queria. No restante do debate, havia uma candidata do governo se apresentando como a continuação melhorada; e Serra gingando de um lado para outro, sem conseguir definir um discurso – ora agressivo, ora professoral.
***
Foi aí que a estrela de Marina começou a brilhar. Primeiro, condenou as disputas personalistas, que jogavam para segundo plano os verdadeiros problemas nacionais.
Depois, defendeu com veemência a tese de que o papel da oposição deveria ser o de reconhecer avanços e propor melhorias.
Colocando-se fora da estridência de Serra, pode apresentar não propostas detalhadas – pois o debate não comporta – mas bandeiras muito claras e objetivas. Defendeu o crescimento com respeito ao meio ambiente, inclusão social. Em todos os momentos enfatizou a questão da qualidade de vida e da preservação ambiental.
Fez críticas duras ao nível de ensino tanto no Brasil quanto em São Paulo. Como não personalizou as críticas, limitando-se a criticar acerbamente os problemas, com uma retórica emocionada, sem revanchismo, olhando para frente, levantando bandeiras contemporâneas, adquiriu um dimensão política no palco que acabou engolindo a postura agressiva de Serra
***
O que se viu no debate foi um político, Serra, olhando o passado; um segundo, Dilma, mostrando o presente; e um terceiro, Marina, acenando para o futuro.
Na redefinição partidária que inevitavelmente acontecerá, Marina credencia-se a um papel relevante de oposição moderna.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Disputa pelas vagas de representação dos Estados da nossa Federação "no papel"...

O Datafolha divulgou nesta segunda-feira (16) os resultados das pesquisas para o Senado em sete estados: SP, RJ, PE, MG, RS, PR, DF. E o Vox Populi também trouxe novos números, mas apenas para SP e BA. Veja abaixo um resumo dos levantamentos

São Paulo: Marta lidera, segundo lugar está em disputa

Segundo o Datafolha, a candidata pelo PT, Marta Suplicy, mantém a liderança na disputa com os mesmos 32% da última pesquisa. Orestes Quércia (PMDB) segue em segundo, passando de 21% para 25% das intenções de votos. Tecnicamente empatado com Quércia está Romeu Tuma (PTB), com 23%, ante 22% da última pesquisa. Em quarto lugar vem Netinho de Paula (PCdoB), subindo de 15% para 17% das intenções de voto. Ciro Moura (PTC) caiu de 19% para 15% e está em quinto lugar - provavelmente confundido pelos entrevistados com o ex-ministro e atual deputado Ciro Gomes (PSB), que não é candidato a nada em 2010.

Moacyr Franco (PSL) segue logo atrás de Moura, oscilando de 8% para 9%. Ana Luiza (PSOL) manteve os 5%, mesma porcentagem de Aloysio Nunes (PSDB) que cresceu (tinha 4% na pesquisa anterior). Serpa (PSB), Dirceu Travesso (PSTU) e Marcelo Henrique (PSOL) tem 2% cada. Toni Curiati (PP), Ricardo Young (PV) e Mazzeo (PCB), 1% cada. Votos brancos e nulos chegam a 26% e estão indecisos 34% dos eleitores paulistas. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.

Já a pesquisa Vox Populi mostra Marta com 34%. Três candidatos estão embolados, dentro da margem de erro, na disputa pela segunda vaga.
Romeu Tuma aparece com 19%, Netinho de Paula subiu de 13% em julho para 16%, mesmo percentual de Orestes Quércia. Ciro Moura tem 11%, Moacir Franco foi de 6% em julho para 8% e ultrapassou Aloizio Nunes Ferreira, que oscilou de 7% para 5%.

Uma outra pesquisa, do instituto Ipespe, aponta a candidata do PT com 37%. Netinho de Paula, Orestes Quércia e Romeu Tuma aparecem em empate técnico. Segundo o Ipespe, Netinho tem 18% das intenções de voto, contra 15% de Quércia e 14% de Tuma.

Bahia: Cesar Borges (PR) 35%, Walter Pinheiro (PT) 27%, indecisos 47%

Na corrida para o Senado, César Borges, candidato do PR, segue como favorito para se reeleger. Ele subiu de 29% para 35% das intenções de voto, quase dez pontos a mais que o segundo colocado, Walter Pinheiro (que tem 27% das preferências). A candidata Lídice, do PSB, oscilou um ponto para baixo e agora soma 17%. Os candidatos do DEM, José Ronaldo e José Carlos Aleluia, têm 10% e 5% das intenções de voto, respectivamente.

O Vox Populi mostra, no entanto, que quase metade dos eleitores ainda não decidiu em quem votar para o Senado na Bahia. São 47% de eleitores indecisos (ou que não responderam ao questionário) e outros 11% que afirmam ter a intenção de votar em branco ou nulo.

Rio de Janeiro: Crivella (PRB) 40%, Cesar Maia (DEM) 33%, indecisos 45%

O senador Marcelo Crivella (PRB) continua o líder na disputa por uma das vagas do Estado do Rio de Janeiro no Senado, mas vê sua vantagem em relação ao segundo colocado diminuir. Segundo pesquisa Datafolha, Crivella tem 40% das intenções de voto (tinha 42% em julho). Em segundo lugar está o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), com 33% (ele tinha 31% no levantamento anterior).

Em terceiro lugar está Lindberg Farias (PT), ex-prefeito de Nova Iguaçu. O petista aparece com 22% das intenções de voto (ante 20% da pesquisa anterior). Jorge Picciani (PMDB) aparece em quanto lugar, com 14% das intenções, seguido por Marcelo Cerqueira (PPS) e Waguinho (PT do B), com 6% cada um. Em seguida vêm Milton Temer (PSOL), com 4%, Carlos Dias (PT do B), com 3%, e Claiton (PSTU), Wladimir Mutt (PCB) e Heitor (PSTU), com 1% cada um. Brancos e nulos somam 25%, e 45% dos entrevistados estão indecisos. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Rio Grande do Sul: Rigotto (PMDB) 43%, Paim (PT) e Ana Amélia (PP) 35%, indecisos 61%
Enquanto Germano Rigotto (PMDB), ex-governador do Rio Grande do Sul, mantém a liderança na disputa por uma das vagas gaúchas no Senado Federal, Paulo Paim (PT) e Ana Amélia (PP) acirram a briga pelo segundo lugar nas intenções de voto. Segundo o Datafolha, Rigotto passou de 41%, em julho, para 43%. Paim, que tinha 37%, agora tem 35% e está empatado numericamente com Ana Amélia, que passou de 33% para 35%.

Os outros candidatos estão bem atrás. Vera Guasso (PSTU) e José Schneider (PMN) receberam, cada um, 3% das citações. Roberto Gross (PTC) e Prof. Marcos Monteiro (PV) apareceram em seguida, com 2% cada um. Lucas (PSOL), Berna Menezes (PSOL) e Abgail Pereira (PCdoB) foram citados, cada um, por 1% dos entrevistados. Paulo Sanches, do PCB, renunciou à candidatura e foi substituído por Luis Carlos Drehmer (PCB), que apareceu com 1% das citações. Afirmaram votar branco ou nulo 14% dos entrevistados, e 61% ainda não decidiram o voto. A margem de erro é de 3 pontos.

Distrito Federal: Cristovam Buarque (PDT) 44%, Rollemberg (PSB) 30%, Indecisos 57%
Enquanto o senador Cristovam Buarque (PDT) lidera com folga a disputa por uma das duas vagas do Distrito Federal, o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) e Maria de Lourdes Abadia (PSDB) estão empatados tecnicamente em segundo lugar. Segundo pesquisa Datafolha, Cristovam Buarque tem 44% (tinha 42% em julho). Rollemberg, que tinha 28%, também oscilou dois pontos para cima e agora aparece com 30%. Abadia cresceu seis pontos e passou de 23% para 29%.

Em seguida vêm Alberto Fraga (DEM), com 11% (eram 6% em julho), e Pastor Milton Tadashi (PTN), com 5% (eram 2% na pesquisa anterior). Rosana Chaib (PCB), Robson (PSTU), Jorge Antunes (PSOL), Gerônimo (PSL), Moacir Bueno (PV), Chico Sant'Anna (PSOL) e Gilson Dobbin (PCO) aparecem com 1% cada um. Cadu Valadares (PV) foi citado, mas não alcançou 1%. Brancos e nulos somam 17%, e 57% dos entrevistados estão indecisos. A margem de erro é de 4 pontos para mais ou para menos.

Minas Gerais: Aécio (PSDB) 68%, Itamar (PPS) 47%, indecisos 35%

O ex-governador Aécio Neves (PSDB) amplia sua vantagem na disputa por uma das duas vagas ao Senado por Minas Gerais. Segundo o Datafolha, Aécio tem 68% das intenções de voto, seis pontos a mais do que no levantamento anterior. Em segundo lugar aparece o ex-presidente Itamar Franco (PPS), com 47% (41% em julho).

Fernando Pimentel (PT), ex-prefeito de Belo Horizonte, caiu de 23% para 20%, mas continua em terceiro. Os demais candidatos em Minas estão bem atrás. Miguel Martini (PHS) e Marilda Ribeiro (PSOL) tem 3% cada um. Rafael Pimenta (PCB), Betão (PCO), José João da Silva (PSTU) e Alfredo (PRB) têm 2% cada um. Mineirinho (PSOL), Efraim Moura (PSTU) e Zito Vieira (PC do B) têm 1% cada um. Brancos e nulos somam 15%, e 35% estão indecisos. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Paraná: Requião (PMDB) 49%, Gleisi (PT) 31%, indecisos 69%

O ex-governador do Paraná Roberto Requião (PMDB) segue na liderança na disputa por uma das vagas de senador por seu Estado. Segundo o Datafolha, Requião tem 49% das intenções de voto, um ponto a menos que no levantamento anterior. Em segundo lugar está Gleisi Hoffman (PT), com 31%, antes ela tinha 28%, aumentou três pontos.

Roberto Barros (PP) e Gustavo Fruet (PSDB) pioraram o desempenho em relação ao levantamento de julho. O pepista, que tinha 19%, agora aparece com 15%, e o tucano caiu de 16% para 13% das intenções de voto. Mais atrás estão Gilberto (PCB), com 3%, Rubens Hering (PV), Valmor (PSOL) e Professor Piva (PSOL), com 2%, cada um, e Sargento Qe Pedroso (PRTB), Sargento Jensen (PRTB) e Irineu Fritz (PT do B), com 1% cada um. Timossi (PSTU) foi citado, mas não atingiu 1%. Votariam em branco ou anulariam o voto 10%, e mais da metade dos eleitores não souberam responder (69%). A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Pernambuco: Humberto Costa (PT) 40%, Marco Maciel (DEM) 35%, indecisos 54%

O ex-ministro da Saúde Humberto Costa (PT) lidera a disputa por uma das duas vagas ao Senado por Pernambuco. Segundo pesquisa Datafolha, Costa tem 40% das intenções de voto e é seguido pelo senador Marco Maciel, do DEM, com 35%.

Armando Monteiro (PTB) aparece com 25% enquanto o quarto colocado é o deputado federal Raul Jungmann (PPS), com 12%. Em seguida vêm Renê Patriota (PV), Jerônimo Ribeiro (Psol), Simone Fontana (PSTU) e Hélio Cabral (ambos do PSTU), com 2% cada um. Délio Mendes, do PCB, e Lairson Lucena, PRTB, com 1% cada um. Brancos e nulos somam 26% e 54% dos entrevistados se disseram indecisos. A margem de erro é de três pontos percentuais.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Primeira pesquisa em campanha - DF 2010

Liderança folgada de Roriz, apontando boas chances de conquistar o 5º mandato de governador ainda no primeiro turno. Pro Senado, reeleição fácil de Cristovam e empate técnico entre Rollemberg e Abadia...

Os candidatos verdes ainda não dão sinais de que conseguirão "decolar" na esteira da força da candidatura Marina, que oscila na casa dos 20% das intenções de voto em Brasília.

Blog da Paola Lima

Brasília, 14 de Julho de 2010
paola@blogdapaola.com.br
Eleições 2010 em 10/07/2010 às 18:54
Revista Brasília em Dia divulgou primeira das pesquisas eleitorais com intenções de votos para as eleições deste ano no Distrito Federal. Realizada pelo Instituto Soma, no início deste mês, com 702 entrevistados, a pesquisa foi registrada no TRE-DF com o número 18547/2010 e no TSE com o número 17820/2010. Confira os resultados:
Para governador:
Joaquim Roriz (PSC) - 46%
Agnelo Queiroz (PT) - 26%
Toninho do PSOL - 3%
Rodrigo Dantas (PSTU) - 1%
Eduardo Brandão (PV) - 1%
Indecisos - 9%
Brancos e Nulos - 15%
Para senador:
Cristovam Buarque (PDT) - 42%
Rodrigo Rollemberg (PSB) - 30%
Maria de Lourdes Abadia (PSDB) - 28%
Alberto Fraga (DEM) - 15%
Indecisos - 15%
Brancos e Nulos - 12%
Rosana Chaib (PCB) - 4%
Chico Sant’Anna (PSOL) - 3%
Jorge Antunes (PSOL) - 1%
Robson Raymundo (PSTU) - 1%
Moacir Arruda (PV) - 1%
Cadu Valadares (PV)- 0%
Para ler mais sobre a pesquisa, clique aqui. http://www.brasiliaemdia.com.br/


 http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4561427-EI15314,00-Pesquisa+mostra+empate+tecnico+entre+Dilma+e+Serra+no+DF.html

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 Pesquisa mostra empate técnico entre Dilma e Serra no DF
12 de julho de 2010 13h54


Laryssa Borges
Direto de Brasília
Pesquisa do Instituto Soma, encomendada pela revista Brasília em Dia e divulgada neste fim de semana, traçou o perfil do eleitorado da capital federal e das cidades-satélites do Distrito Federal e apontou um empate técnico entre a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff e seu principal adversário, o tucano José Serra. A petista tem 33% das intenções de voto e Serra é o preferido de 31% dos eleitores do DF. Marina Silva tem 17%, e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) registra 1%.
A margem de erro da pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 17820/2010, é de 3,7 pontos percentuais, número maior do que a diferença de 2 pontos registrada entre os principais candidatos à presidência, caracterizando o empate técnico entre eles. O nível de rejeição dos presidenciáveis é liderado pelo tucano, com 30%, seguido da petista com 22% e da candidata verde com 8%.
Ainda que o Partido dos Trabalhadores (PT) tenha estruturado um palanque inédito com o PMDB em torno do nome de Agnelo Queiroz (PT) para o governo local, a performance de Dilma não corresponde, por ora, no bom desempenho do ex-ministro do Esporte na corrida pelo Palácio do Buriti.
Governo local
O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) lidera a disputa para o governo do Distrito Federal com 46% dos votos. Agnelo registra 26% e Toninho do Psol tem computados 3% da preferência dos votos. Neste cenário, os votos brancos e nulos chegam a 15%. Os indecisos são 9%.
Nas informações recolhidas dos 700 eleitores entrevistados pelo levantamento, a rejeição a Joaquim Roriz registra 33%. Para 17%, Agnelo é o candidato em que "não votariam de jeito nenhum". Toninho do Psol tem rejeição de 21%.
Na pesquisa estimulada, a alta rejeição a Roriz é justificada por 56% daqueles que disseram não votar no ex-governador por questões relacionadas ao "passado", "currículo" ou por ser "corrupto". Dos que rejeitam Agnelo Queiroz, 28% atribuíram essas características para justificar a repulsa ao candidato.
Em um eventual segundo turno, a pesquisa do Instituto Soma aponta vitória de Joaquim Roriz com 49% dos votos. Agnelo Queiroz atingiria 33%. Brancos e nulos são 11%, indecisos são 5%.