quarta-feira, 30 de junho de 2010

Administração da Unalegis - 2010/2012

União dos Analistas Legislativos da Câmara dos Deputados

Diretoria Colegiada:
Presidente: Alessandro Gil Pereira da Conceição Jochem
8497-0678 / 8205-6678, ramal 6-4195, unalegis@uol.com.br
Vice-Presidente: Christian Ternes Arrial
ramal 6-1341
1º Secretário: Paulo José Araújo Cunha
ramal 6-1633
2º Secretário: José Lúcio Pinheiro Júnior
ramal 6-4492
1º Tesoureiro: Norman L. M da Rocha
ramal 6-1344
2ª Tesoureira: Patricia Kelly Batista de Andrade
ramal 5-9652

Conselho Fiscal:
Samuel Diniz Casimiro
ramal 6-3817
Carlos Leonardo B. S. da Rocha
ramal 6-7418
Roberto Rondon Correa
ramal 6-7281

Suplentes:
Gustavo Vasconcellos Cavalcante
ramal 6-3790
Tarcísio Ximenes Prado Júnior
ramal 6-1349
Marcelo Brandão Lapa
ramal 6-6671



= Caixa Postal 11.030 ACF/CNB Brasília, DF 70077-980

O governo resiste à ideia, mas há vida inteligente no Serviço Público...

http://www.dzai.com.br/servidor/blog/servidor

Sábado, 26 de junho de 2010 01:34 pm

Na briga da jornada, TCU dá razão à Anatel



O Tribunal de Contas da União (TCU) resolveu meter a colher na briga do Ministério do Planejamento com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre a polêmica flexibilização da jornada de trabalho implantada na autarquia. Análise técnica realizada pela Secretaria de Fiscalização de Pessoal (Sefip) do TCU concluiu que a adoção de horários corridos e a criação do regime de sobreaviso não só são legais, como se alinham ao conceito de gestão pública moderna voltada para resultados e melhoria da eficiência.

E agora José?

Bem. Agora é que essa decisão, apesar de ainda caber recurso dentro do próprio TCU, pode abrir precedentes para que outros setores da administração adotem a mesma ferramenta.

Para quem não sabe, a jornada flexível da Anatel funciona assim:

O funcionário que opta por ela tem expediente de sete horas corridas por dia, sem direito a intervalo de almoço, com cinco horas de sobreaviso — sistema no qual todos ficam à disposição da chefia.

A Secretaria de Recursos Humanos (SRH), vinculada ao Ministério do Planejamento, deverá acionar a Advocacia-Geral da União (AGU), alegando que a decisão do TCU legitima a redução da carga de trabalho semanal dos empregados da Anatel, o que é ilegal.

Publicado às 13:34
Votos: 0
Tags: anatel  tcu  jornada  flexivel 

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Fundada a Unalegis nesta sexta 14 de maio de 2010...

Em Assembleia Geral no Plenário de Comissões 2 do Anexo II da Câmara dos Deputados foi formalizada a União dos Analistas Legislativos com a presença de mais de uma centena dos servidores de carreira de nível superior da Casa. Agradeço a honra de ter sido eleito pel@s colegas para presidir a entidade neste primeiro biênio de muito trabalho para estruturação de nossa entidade representativa em prol da valorização do Serviço Público de qualidade e do papel do Legislativo!


http://www.sindilegis.org.br/conteudo/texto.asp?tipo=NoticiaSind&id=397964773539653195076465
Notícias Sindilegis

13/05/2010 10:34:16
Câmara
Analista convida analista


Nesta sexta, dia 14, os analistas legislativos criam a Unalegis - União dos Analistas Legislativos da Câmara dos Deputados. O evento ocorre no Plenário 2, às 15 horas.

A ideia de reunir a categoria vem de longa data, seguindo o exemplo dos consultores e dos técnicos. O objetivo da Unalegis é proporcionar o debate das questões importantes para os analistas da Câmara, além de representá-los junto à Casa e trabalhar com o Sindilegis pela valorização do servidor do Poder Legislativo.


Fonte: Unalegis

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Defesa do povo da capital pelo Carioca, assessor cultural, no http://www.sindilegis.org.br/blog/

Data: 05/04/2010 - 15h32min

Respeito, por favor.




O fim de semana foi mesmo para refletir. E refletir sobre Brasília. Pobre de nós que vivemos numa belíssima cidade cuja principal função é sediar a capital do país. Nobre se não fosse trágico.

Com o trote das éguas pelo lado político, a pipocação de escândalos nunca dantes vistos nesse país, a população brasileira está injustamente colocando a culpa em quem não tem muito a ver. Nós Brasilienses não somos culpados de tudo de ruim na política brasileira. Confesso, com o escândalo do mensalão do DEM, nós estamos meio que na berlinda, entretanto, e nos outros mensalões, bolsões e cuecões, não temos nada a ver. Somos uma espécie de cicerones de um monte de porcaria que o Brasil manda prá cá.

Ouvi, li e vi entrevistas de pessoas Brasil afora, nesse feriadão, desejando uma bomba de grande poder para acabar com a cidade e os desmandos. Outros ainda ressalvavam: É pena pois a cidade é tão bonita. E os entrevistados nem se lembravam de uma população ordeira, trabalhadora, que habita Brasília. O grande pensamento é simples: Destruamos Brasília e destruiremos a corrupção.

Fiquei meditando. Que culpa tem meu neto, o pequeno Lucas, das roubalheiras, do nepotismo, do mensalão do DEM, da morosidade da justiça, da lentidão do congresso, das negociatas por toda a parte? Se sobram interesses e falta honestidade a culpa não é do habitante de Brasília e muito menos do meu neto, Afinal, a maioria dos parlamentares veio para Brasília eleita por esses que agora querem destruir Brasília e, assim, limpar a consciência.

Brasília completa 50 anos e as autoridades estão preocupadas apenas com o patrimônio material. Para o povo pão e circo, pois as eleições estão próximas. Façamos então nossa defesa: Brasília tem um patrimônio a ser respeitado, seu povo!

Escrito por: Valério Bernardo, o Carioca

sábado, 10 de abril de 2010

Nosso agradecimento - IntegrAÇÃO 20


SEXTA-FEIRA, 9 DE ABRIL DE 2010



Agradecimento
Car@s Colegas,
No último dia 7, com o voto de 4.773 filiados num universo de mais de 12 mil, promovemos a renovação da Diretoria e o Conselho Fiscal do SINDILEGIS para o triênio 2010-2013.
Nós da Chapa 20 - IntegrAÇÃO, muito mais do que uma oposição meramente eleitoral, representamos uma ampla união contrária aos desmandos do agora ex-presidente do Sindicato, Magno Mello. Constituída por cinco dissidentes da diretoria anterior e vinte e oito líderes da categoria atuantes nos últimos três anos nas diversas instâncias do sindicato (reuniões setoriais, assembleias, etc.) que sempre defenderam os interesses da categoria e lutaram contra os encaminhamentos equivocados da antiga situação - representada no pleito pela Chapa 10. Quando do IV CONLEGIS (momento mais democrático de nossa entidade), com apoio da maioria dos delegados e delegadas presentes, promovemos uma ampla reforma em nosso Estatuto: reduzindo os poderes quase imperiais da presidência, criando novas representações na diretoria (de comissionados, Meio Ambiente e Igualdade de gêneros) e os representantes regionais, abrindo espaços aos novos servidores, bem como democratizando o processo eleitoral. Essa experiência acumulada na prática foi nosso estímulo maior para a constituição da chapa 20 para resgatar o Sindilegis para os servidores. Defendemos um sindicato independente das administrações!
A maioria simples dos eleitores entendeu diferentemente e optou pela Chapa 30, que se definiu como a chapa da mudança.
Nossa Chapa 20 "Integração" obteve 29,22% (1.395) dos votos; a Chapa 10 "O poder da União", encabeçada pelo Magno Mello, ficou com 16,23% (775) e a Chapa 40 "Sindicato Servidor" com 10,53% (503).
Queremos agradecer a cada um dos - aproximadamente 1,4 mil - colegas que nos honraram com a sua confiança e seu voto. E desejar pleno êxito em prol da categoria à nova gestão que se inicia sob a presidência de Nilton Paixão. Parabéns a todos nós que participamos desse grande momento da nossa democracia sindical.

Obrigado e um forte abraço,
James Lewis - Chapa "IntegrAÇÃO 20"

sexta-feira, 19 de março de 2010

Relatório das Nações Unidas inclui Goiânia, Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília na lista das cidades mais desiguais do planeta...

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2010/03/19/brasil-tem-quatro-cidades-entre-as-mais-desiguais-do-mundo-diz-onu.jhtm
19/03/2010 - 16h44



Brasil tem quatro cidades entre as mais desiguais do mundo, diz ONU


Do UOL Notícias
Em São Paulo


Um relatório das Nações Unidas divulgado nesta sexta-feira (19) apontou Goiânia, Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília como as cidades de maior desigualdade social no Brasil. Os três municípios que encabeçam a lista ficam na África do Sul, que receberá a Copa do Mundo deste ano.

Brasil poderia ter investido mais na melhoria de favelas, diz oficial da ONU
Cerca de 10,4 milhões de pessoas deixaram de morar em favelas no Brasil nos últimos dez anos, segundo estudo divulgado ontem (18) pela agência da Organização das Nações Unidas para Habitação (ONU-Habitat). Isso significa que a população das favelas foi reduzida em 16% no país. No entanto, diz o coordenador da pesquisa, Eduardo López Moreno, o progresso brasileiro poderia ter sido maior
Leia a nota completa http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2010/03/19/brasil-poderia-ter-investido-mais-na-melhoria-de-favelas-diz-oficial-da-onu.jhtm


Os municípios líderes em desigualdade, de acordo com a pesquisa feita em 109 países, são os sul-africanos Buffalo City, Johannesburgo e Ekurhuleni, logo à frente dos quatro brasileiros. A medida foi tirada levando em conta o índice de Gini, que se baseia na renda e varia de 0 a 1 – quanto mais próximo de 1, maior é a desigualdade social.
As cidades sul-africanas marcaram coeficiente de 0,71 ou mais, enquanto as brasileiras exibem mais de 0,60 no índice. O índice de desigualdade, no entanto, nem sempre se refere a pobreza. Brasília é um exemplo de cidade com ampla rede de serviços públicos, por exemplo, mas a diferença de renda pesa no indicador.

Favelas


Na quinta-feira, dados do mesmo estudo apontaram que o Brasil reduziu em 16% sua população de favelas, com cerca de 10,4 milhões de pessoas deixando esse tipo de habitação nos últimos 10 anos. Apesar disso, o número de habitantes de moradia precária em todo o mundo no mesmo período avançou de 776,7 milhões para 827,6 milhões.
O número de brasileiros que moram em favelas diminuiu de 31,5% para 26,4% em dez anos devido à adoção de políticas econômicas e sociais, à diminuição da taxa de natalidade e à migração do campo para a cidade, disse o relatório da ONU.



Assusta-me ver nossa democracia à mercê dos humores dos juízes (quem os elegeu e a quem prestam contas mesmo?)...

Casos de corrupção devem ser célere e profundamente investigados.  Mas tão ou mais grave que a impunidade é o descarte sumário do Direito Fundamental a contraditório e ampla defesa!
Acho muito estranha essa naturalidade com que tratam a cassação do exercício da representação por dezenas de mandatários, mal (provavelmente, em sua maioria) ou bem eleitos regularmente pela maioria da população do DF... Ou a retirada do mandato de um governador - que caiu em função de escândalo de natureza diver$a - pelo TRE com o fraquíssimo pretexto de infidelidade partidária ao DEM que já o havia praticamente desligado por medo de "contaminação" pelo noticiário negativo.  Não seria bem melhor apurar e julgar tudo "sem jeitinhos" e deixar que o povo tenha acesso adequado às informações e retire democraticamente o mandato dos maus políticos pelo voto?
Aliás, no seio da inatingível Reforma Política, defendo que todo processo de perda de mandato (no Executivo ou Legislativo nas vagas eventualmente providas com adoção de voto distrital, pois senão correríamos o risco de uma ditadura em que qualquer maioria esmagaria as minorias...) seja desburocratizado, mas via PLEBISCITO!

http://www.dzai.com.br/blog/blogdaanamariacampos?tv_pos_id=55500
19.03.2010



MPDFT quer vetar metade da Câmara na eleição indireta

O Ministério Público do DF quer evitar a participação dos deputados e suplente citados direta ou indiretamente nas investigações da Caixa de Pandora no processo de eleição para o próximo governador do DF.
Ou seja, esses políticos, se a Justiça autorizar, ficariam impedidos de participar, como candidatos ou eleitores, da votação indireta na Câmara Legislativa, que vai eleger o governador e vice para mandato tampão até 31 de dezembro de 2010.
Na avaliação do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas do MPDFT, não poderiam participar da eleição indireta os deputados Aylton Gomes (PMN), Benedito Domingos (PP), Benício Tavares (PMDB), Eurides Brito (PMDB), Geraldo Naves (sem partido), Jaqueline Roriz (PMN), Batista das Cooperativas (PRP), Rogério Ulysses (sem partido), Rôney Nemer (PMDB), Raimundo Ribeiro (PSDB), Pedro do Ovo (PRP) e Milton Barbosa (PSDB).
Metade dos 24 distritais estará fora, se a Justiça acatar o pedido do Ministério Público do DF. Suplentes serão chamados para votar, mas estarão impedidos 14 políticos que constam na lista de suplentes do TRE-DF.

Postado às 09h06



quarta-feira, 17 de março de 2010

Pensamentos sobre nossa "moderna sociedade democrática"...

Receita para o Desastre

Nós criamos uma civilização global em que elementos cruciais - como as comunicações, o comércio, a educação e até a instituição democrática do voto - dependem profundamente da ciência e da tecnologia.
Também criamos uma ordem em que quase ninguém compreende a ciência e a tecnologia. É uma receita para o desastre. Podemos escapar ilesos por algum tempo, porém mais cedo ou mais tarde essa mistura inflamável de ignorância e poder vai explodir na nossa cara.

Carl Sagan
cientista, escritor e divulgador científico

Sagan, Carl - O Mundo Assombrado pelos Demônios (The Demon-haunted World),
Cia das Letras, 1997, Sao Paulo, pg. 39


Segurança de Dados

Se você acredita que a tecnologia pode resolver seus problemas de segurança, então você não conhece os problemas e nem a tecnologia.

Bruce Schneier
criptógrafo, moderador do Crypto-Gram Newsletter

Schneier, Bruce - Segurança.com (secrets and lies),
Ed. Campus, 2001, Rio de Janeiro, pg. 12


O Fim das Fraudes

No Brasil, sempre houve fraude eleitoral. O que as urnas eletrônicas produziram não foi o fim das fraudes. Foi o fim da investigação das fraudes.

Pedro Dória
Jornalista e Blogueiro


O que importa?

Quem vota e como vota não conta nada; quem conta os votos é que realmente importa.

Josef Stalin
Primeiro Ministro da finada União Soviética (e um dos maiores especialistas no "avesso da Democracia" da História... ;-) )

Ainda eleições limpas (em 2014?)... http://www.votoseguro.org/

Recomendo uma visita ao sítio e leitura do rico material sobre mais essa luta árdua para que venhamos a construir uma Democracia razoavelmente confiável, pois além das históricas distorções do sistema político-eleitoral, temos as fontes de insegurança no próprio processo de votação e apuração!

(v. http://www.brunazo.eng.br/voto-e/livros/FeD.htm)

Art. 5º da Minirreforma Eleitoral


A Lei da Independência do Software nas Urnas-E
Lei 12034/09 - publicada no Diário Oficial da União de 30/09/2009

Artigos e Textos do Voto Eletrônico

Índice
1. Histórico
2. A Independência do Software nas urnas eletrônicas
3. O Artigo 5º da Lei 12.034/2009 - texto oficial
4. A primeira Lei do Voto Impresso - revogada
5. A Lei do Voto Virtual - em vigor

1. Histórico

A Lei 12.034/09, conhecida como Minirreforma Eleitoral, foi sancionada em 29 de setembro de 2009 e estabelece novas regras eleitorais relativas ao uso da Internet, a campanhas e prestação de contas. Também aborda a auditoria do resultado eleitoral e reintroduz o voto em trânsito.
O artigo 5º da minirreforma traz o conceito de Auditoria Independente do Software nas Urnas Eletrônicas que deverá ser realizada por meio da recontagem do Voto Impresso Conferível pelo Eleitor em 2% das seções eleitorais.
Esta nova lei vêm complementar, sem alterar, a Lei do Voto Virtual (2003) e revive a primeira Lei do Voto Impresso (2002) que havia sido revogada em 2003 antes de viger.
A idéia de imprimir o voto para conferência da apuração, enfrenta ferenha oposição dentro do corpo administrativo da autoridade eleitoral brasileira, e nasceu lá de dentro forte pressão sobre os legisladores e sobre o Presidente da República para que este artigo 5º fosse derrubado.
Vieram a público verberar e pressionar contra o voto impresso e, por consequência, contra a auditoria independente do software nas urnas três presidentes ou ex-presidentres do TSE: o Min. Ayres Britto (presidente do TSE), o Min. Gilmar Mendes (presidente do STF) e o Min. da Defesa Nelson Jobim (ex-presidente do TSE e do STF).
Apesar deste lobby vindo do poder judiciário superior, os legisladores e o chefe do poder executivo houveram por bem enfrentá-lo, criando a Lei da Independência do Software nas Urnas-E, o art. 5º da lei 12.034.
Para fazer justiça, o Fórum do Voto Eletrônico parabeniza as autoridades políticas que mais contribuiram para a aprovação da Lei da Independência do Software nas Urnas-E, destacando:

Dep. Michel Temer (PMDB-SP) - presidente da Câmara dos Deputados que apoiou e estimulou o colégio de lideres a aprovar uma reforma eleitoral possível, visando recuperar a função legislativa do Congresso.
Dep. Flavio Dino (PCdoB-MA)- relator do projeto de lei, que resistiu à pressão do judiciário para excluir o voto impresso;
Dep. Brizola Neto (PDT-RJ) - que levou a idéia e convenceu o colégio de lideres a adotá-la;
Dep. Gerson Peres (PP-PA), Dep. Geraldo Magela (PT-DF), Dep. Vital do Rego (PMDB-PB) e Dep. Janete Capiberibe (PSB-AP) que ajudaram na tramitação na Câmara;
Sen. Flávio Torres (PDT-CE), Sen. Renato Casagrande (PSB-ES) e Sen. Wellington Salgado (PMDB-MG) que ajudaram na tramitação no Senado;
Pres. Lula, que sancionou a lei enfrentanto o lobby do judiciário superior que pedia o veto.
obs.: a diversidade partidária dos citados demonstra a que a tese da auditoria independente nas urnas-e e o próprio Fórum do Voto-E têm natureza supra-partidária.

2. A Independência do Software nas urnas eletrônicas

O conceito de Independência do Software em Máquinas de Votar vem ganhando cada vez mais espaço e tem sido adotado como referência técnica no meio acadêmico e no meio eleitoral oficial internacional.
A independência do software não significa que tais máquinas não devam possuir software e, sim, que a auditoria da apuração eletrônica dos votos deve ser feita de forma que independa da integridade do software das próprias máquinas, ou seja, a recontagem dos votos sempre dará o mesmo resultado esteja ou não integro o software do equipamento.
Este conceito foi proposto inicialmente em 2006 por Ronald Rivest (MIT) e John Wack (NIST) no artigo On the notion of "software independence" in voting systems, para enfrentar a dificuldade de comprovar a integridade dos programas em urnas eletrônicas, onde explicitamente resumem:
"Propomos que sistemas de votação independentes do software sejam preferidos e que sistemas de votação dependentes do software sejam abandonados."
É necessário destacar a importância do matemático Ph.D. Ronald Rivest no contexto do voto eletrônico. É de sua concepção três inovadores e importantes conceitos de segurança que, de algum modo, permeiam todos os sistemas eleitorais existentes e em construção, inclusive no sistema eleitoral brasileiro.
São suas principais contribuições:

Assinatura Digital (RSA) - 1977 - para garantir a integridade de arquivos digitais. Adotada pelo TSE como principal salvaguarda do sistema brasileiro.

Three Ballot Voting System - 2004 - sistema criptográfico de votação baseado no Sistema Chaum, com entrega do voto criptografado ao eleitor para que este possa conferir que foi devidamente apurado.

Independência do Software em Máquinas de Votar - 2006 - aqui resumido.

A técnica matemática de Assinatura Digital para garantir integridade de dados, foi proposta em 1977 como aplicação genérica. Com sua adoção em sistemas eleitorais, Rivest notou que o uso da assinatura digital não conseguia cumprir a esperada garantia de integridade do software eleitoral e, então, envolveu-se na criação de novas técnicas de segurança para esta área.
Rivest participou dos três principais grupos de estudos sobre voto eletrônico: o CalTech-MIT Voting Technology Project , o Brennan Center Task Force e o Voluntary Voting System Guidelines (VVSG).
Nestas Diretrizes VVSG, que é a primeira norma técnica sobre auditoria de sistemas eleitorais eletrônicos, a independência do software foi adotada como absolutamente necessária para o credenciamento desses sistemas, conforme explícito na seção Intro 2.4:
"Todos os sistemas de votação precisam ser independentes do software para estar conformes com esta norma.
Um exemplo de sistema dependente do software são as máquinas DRE (urnas brasileiras são deste tipo DRE), que NÃO estão conforme com estas normas.
Atualmente, os sistemas de votação que podem satisfazer a definição de independência do software usam os registros em papel conferível pelo eleitor"
A Independência do Software está sendo adotada em países como: EUA, Alemanha, Holanda, Reino Unido e, na América Latina, na Venezuela, na Argentina e no México. O Brasil estava para trás.
No Brasil, o TSE tem usado a Assinatura Digital como salvaguarda em suas urnas eletrônicas, conceito criado em 1977 e insuficiente para a segurança esperada, e chama isto de "técnicas modernas".
A nova Lei da Independência do Software nas Urnas-E vem finalmente alinhar o Brasil aos demais países que modernizam suas eleições adotando a recontagem por amostragem do registro independente do voto conferível pelo eleitor.
Em eleições, moderno é dispor de um sistema que permita a auditoria do resultado.
Retrocesso é votar em máquinas, como as brasileiras, cujo resultado não tem como ser conferido.

3. O Artigo 5º da Lei 12.034/2009
Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12034.htm

Lei nº 12.034, de 29.09.2009; publicada no D.O.U. de 30.09.2009
Art. 5º - Fica criado, a partir das eleições de 2014, inclusive, o voto impresso conferido pelo eleitor, garantido o total sigilo do voto e observadas as seguintes regras:
§ 1º - A máquina de votar exibirá para o eleitor, primeiramente, as telas referentes às eleições proporcionais; em seguida, as referentes às eleições majoritárias; finalmente, o voto completo para conferência visual do eleitor e confirmação final do voto.
§ 2º - Após a confirmação final do voto pelo eleitor, a urna eletrônica imprimirá um número único de identificação do voto associado à sua própria assinatura digital.
§ 3º - O voto deverá ser depositado de forma automática, sem contato manual do eleitor, em local previamente lacrado.
§ 4º - Após o fim da votação, a Justiça Eleitoral realizará, em audiência pública, auditoria independente do software mediante o sorteio de 2% (dois por cento) das urnas eletrônicas de cada Zona Eleitoral, respeitado o limite mínimo de 3 (três) máquinas por município, que deverão ter seus votos em papel contados e comparados com os resultados apresentados pelo respectivo boletim de urna.
§ 5º - É permitido o uso de identificação do eleitor por sua biometria ou pela digitação do seu nome ou número de eleitor, desde que a máquina de identificar não tenha nenhuma conexão com a urna eletrônica.

Limpar a política é tornar as informações acessíveis aos eleitores - a quem cabe acompanhar atentamente a atuação dos eleitos, cobrar, reclamar...

17/03/2010 12:22


Entidades e deputados entregam substitutivo do Ficha Limpa a Temer



Janine Moraes



Proposta apresentada ao Congresso pela sociedade já tem mais de 1,5 milhão de assinaturas de apoio.Entidades integrantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e parlamentares entregaram nesta quarta-feira ao presidente da Câmara, Michel Temer, o substitutivo do relator do grupo que analisou as propostas sobre Ficha Limpa (PLP 518/09 e outros), deputado Índio da Costa (DEM-RJ). O objetivo das propostas é proibir pessoas condenadas por crimes graves de disputar eleições.



O MCCE pediu prioridade para a votação da proposta e quer a inclusão da matéria na pauta do Plenário já no início de abril. Temer disse que, na próxima reunião de líderes, na semana que vem, vai conversar sobre a votação, mas advertiu que é preciso cuidado para não gerar falsas expectativas. Ele afirmou que é importante assegurar o apoio da maioria da Casa para evitar uma eventual rejeição da proposta em plenário – hipotése que ele classificou como desastrosa.



O presidente da Câmara lembrou que o grupo de trabalho que analisou as propostas sobre Ficha Limpa cumpriu o calendário acordado. Além da celeridade no trabalho do grupo, Temer disse que a decisão de apensar o projeto de iniciativa popular - PL 518/09 – a outras propostas sobre o tema reduziu em quase um ano o prazo de tramitação da proposta.



Apoio popular

O presidente do grupo de trabalho, deputado Miguel Martini (PHS-MG), informou que as entidades integrantes do MCCE continuam coletando assinaturas de apoio à proposta. Até agora já foram protocoladas 1,582 milhão de assinaturas. Ele acredita que o número deve ultrapassar 1,6 milhão.



O relator afirmou que as propostas foram amplamente discutidas, que o texto final é tecnicamente adequado e que as mudanças propostas são constitucionais. Índio da Costa afirmou que a intenção é aprovar um texto que possa vigorar já nas eleições deste ano.



Mudanças positivas

O advogado Marcelo Lavenère Machado, representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) MCCE, considerou positiva as mudanças feitas pelo grupo de trabalho da Câmara. Ele citou como exemplo a decisão do relator de condicionar a proibição da candidatura apenas às decisões de órgãos colegiados da Justiça. No texto original, a candidatura já estaria proibida com a decisão de um único juiz.



Ele acredita que a mudança tornará a medida mais justa. Ele explica que, no caso da atual composição da Câmara e do Senado, por exemplo, se a lei já estivesse em vigor, a estimativa é que 15% a 20% dos parlamentares ficariam proibidos de se candidatar com a regra condicionada à decisão colegiada. Na regra original, com a proibição a partir da decisão de um único juiz, esse percentual aumentaria para 30%.



Lavenère acredita que condicionar a aplicação da medida à uma decisão colegiada não prejudicará a eficácia da proposta, pois a maior demora na justiça é da segunda (tribunais de justiça) para a terceira (tribunais superiores) instâncias e não da primeira (juízes) para a segunda.



Reportagem – Silvia Mugnatto/Rádio Câmara

Edição – Paulo Cesar Santos